quinta-feira, 25 de setembro de 2025

056


Que fique aqui este verso
Feito planta assim dormideira
Que o fim, enfim, não me queira

terça-feira, 23 de setembro de 2025

055


Que coisa mais delicada
Ó, luz que me ilumina
És brisa de flores, menina

054


Um dia, a luz
O eclipse depois
Assim vivemos a dois

053


Cada dia um sonho
Cada sonho um futuro
Vejo flores pintadas no muro

052


Em tempos escuros
Amargos sabores
Benditas sejam as flores

051


Eu estimo as mangas
Você, as cerejas
Contraste, bem-vindo sejas

050


Há sempre dois lados
Duas veracidades
Há duas mentiras, a bem da verdade

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

049


É primavera e nada mudou
Tudo mudou porque é primavera
Assim é o meu jogo de tédio e quimera

048


Quantas feridas que eu arranjei
Tantos espinhos no coração
Que venham as flores-de-algodão

047


Lá embaixo, naquele vale
São casinhas na imensidão
Até parecem com o meu coração