O pobre nunca come com talheres de prata
Leva a vida inteira na intenção da mesa farta
Mas a dificuldade gera a impossibilidade
O que move o pobre, então?
A esperança no coração
Ou a necessidade?
O pobre nunca veste roupas caras
O cansaço se reflete em sua cara
Mas a lua tão linda está no céu ainda
Sinal que o sol ainda vai brilhar
E sua pele pode dourar
Mas o sol não nasce nunca
Cadê o sol? Cadê o sol
Que já passou da sua hora?
Fazer o quê, agora?
Noite, vá embora
E deixa o sol nascer
Cadê o sol? Cadê o sol
Que não surgiu no horizonte?
Fazer o quê, então?
Calma, coração
O sol ainda pode aparecer

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