Estou vivendo do passado, o presente é tão falido
Esses dias tão errados são uns dias exauridos
O futuro, então, se esconde num canto escuro isolado
É preciso encontrar o bonde
Que carregue o nosso fardo
Demência!
Estou entrando em acordo com ideias tão antigas
Chegue perto que eu mordo, estou cansado de intrigas
Em cada canto um espelho, eu me vejo, sei que sou assim
Mas ninguém está ligando
Se parece o nosso fim
Demência!
Eu tenho uma estratégia pra mexer as peças certas
Mas termina em tragédia, estou cercado de incertas
As horas parecem foguetes que invadem o meu espaço
Tantas balas e joguetes
Ultrapassam o meu peito de aço
Demência!
Vou tirar umas boas férias, viajar pro Cazaquistão
Ficar longe dessa miséria que me perturba o coração
Vou aportar lá na Sibéria, detonar pela contramão
Mas a coisa está tão séria
Que me cai o avião

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