Êh, boiada!
Que parte calada
Sem reclamar
Desavisada
O pé na estrada
A estrada a passar
Vil passeata
Aos poucos arrasta
A boiada a penar
Aprisionada
A massa se afasta
E finge sonhar
Êh, boiada!
Que parte de casa
Ao sol despertar
Desenganada
Encontra a estrada
Não vê seu pesar
Rês, batelada
Sangra enfeitada
E não se vê sangrar
Desapontada
A turba se arrasta
A regurgitar

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