Eu não aguento o engarrafamento
Eu não aguento o meu pensamento
A prisão coletiva, as caras de cimento
Eu não aguento o fedor do suor
Eu sinto o calor que fica pior
Eu não aguento a galera de trás
Eu não aguento mais
Eu não aguento as caras cansadas
Eu não aguento as maquiagens armadas
Os loucos de vento, a condução parada
Eu não aguento o rumor das vozes
O fruto do ócio e as línguas velozes
Eu não aguento o que o motor faz
Eu não aguento mais

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