Ele permanecia ali sentado
Parado em algum lugar
Observando
A vida ao largo passar
O que era bom passava depressa
O que era ruim nunca passava
Parava à sua frente
E, às vezes, ele chorava
O idiota e suas lágrimas
Que escorriam para o papel
Carregado de angústia e de solidão
Ele permanecia ali sentado
Escrevia em algum papel
Esperando
A sorte cair do céu
O que era bom ao longe se via
O que era ruim tão perto estava
Parava à sua volta
E, às vezes, ele chorava
O idiota e suas lágrimas
Que escorriam para o papel
Carregado de angústia e de solidão
Ele ficava e observava
E, então, percebeu
Que o mundo não parava
Girava e girava
E tudo se esclareceu
Que a vida é tão inconstante
E, dentro dela, temos uma chance
Enfim, o idiota não era tão idiota assim
Ele ficava e observava
E, então, enxergou
Que o mundo seguia
Chorava e sorria
E tudo se revelou
Que a vida é mesmo incerta
E é certo ter uma porta aberta
Enfim, o idiota não era tão idiota assim

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