Um sorriso cheio de malícia
É impreciso feito as notícias
Nos jornais
E é tão normal que até assusta
E todo mal, então, degusta
O nosso caos
Não dá pra entender
A razão de viver
De quem sorri assim
Nem dá pra prever
O que pode acontecer
Se há tendências para o fim
Não estamos preparados
Pras estratégias de um burguês
Nem sabemos distinguir
O certo do errado
Ou o fim do mundo do final do mês
E, por mais que nos esforcemos
Não obteremos mais
Do que simples teorias sobre a lucidez
Homens polidos, engravatados
Tão fingidos e preocupados
Com o seu quinhão
Fazem sofrer a gente toda
E querem que você se exploda
E tudo, então
Não dá pra entender
A razão de viver
De quem procede assim
Nem dá pra prever
O que pode acontecer
Se a indecência é o fim
Não estamos conformados
Queremos hoje a nossa vez
Apesar da inocência
Da ignorância
Do mau político e do mau burguês
Mas, por mais que nos esforcemos
Não obteremos mais
Do que simples teorias sobre a lucidez

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