quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ao Bem-Estar do Patrão


Vê se me entende: é que eu tenho um coração
Do outro lado dessa tal corrupção
Não tenho grana nem no banco ou no colchão
Prefiro ainda a minha alma que um talão

Mais quanto tempo vão tirar
Nosso direito de viver?
Há sempre um jeito de ganhar
De nos fazer obedecer
Ao bem-estar do patrão

Vê se me entende: o lucro nunca cai no chão
Do outro lado dos salários de peão
O povo sempre amarga o fruto da exploração
Vai se fodendo do berçário até o caixão

Mais quanto tempo vão tirar
Nosso direito de viver?
Há sempre um jeito de ganhar
De nos fazer obedecer
Ao bem-estar do patrão

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