sábado, 21 de setembro de 2019

Convergir


Convergir
Entregar-se a um destino, a um desatino
Ir por caminhos loucos de danças e mares revoltos

Convergir
Os homens ao trabalho
Aos insetos, o orvalho
Aos poetas, o estorvo da vida inteligente
Da arte urgente, clemente e demente
Que não cala, porém consente

Convergir
Pois que o poeta ficou doente
Deixou-se levar, bateu de frente
Assim feito água na enchente

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