terça-feira, 3 de setembro de 2019

Duras Penas


A lua morde o céu
Com os dentes inquietos
O sol se vai ao léu com os raios encobertos

As roupas que eu não uso
Todas no armário
Olham calmas para mim
Os panos que eu visto
Vários pelo chão
Decretam danos no jardim

É que o amor é um furacão e nós vamos adorando
Mais aos outros que a nós, como peixes se afogando

Entrou uma barata
Pelo basculante aberto
A janela está fechada por causa dos insetos

Que pela porta aberta
Distraída e deserta
O ar puro até invade
Todavia entram ladrões
Insetos canastrões
E micróbios à vontade

É que o amor é um furacão e nós vamos adorando
Mais aos outros que a nós, como peixes se afogando

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