Quarto escuro, silêncio velado
Só ouço quando é tua voz
Poesia de muro, concreto rasgado
Violência em tom mais atroz
Que guardo no espaço febril do cansaço
De ser o alguém que só é
Em léguas distantes, caminhos errantes
Das curvas de uma mulher
Fêmea possessa, virtude secreta
Só sinto quando é tua voz
Escrita no muro, o verso inseguro
Carência em tom mais feroz
Com pressa, em tempo, no apartamento
Em que eu quis a ti pertencer
E a léguas distantes, caminhos errantes
Que um dia eu quis conhecer
Quarto escuro, silêncio cerrado
Clareia quando há tua voz
Poema obscuro, o escrito no muro
Sem pressa, porém tão veloz
Que guardo no espaço gentil do abraço
Por ser alguém com você
Em léguas distantes, caminhos errantes
Quem dera a alguém conhecer

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