segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Relíquia de Outono


Dediquei o ar da minha vida
O melhor meu sentimento
Pra mudar o meu país

Pra mudar um pouco das pessoas
Pra dizer que a vida é bela, é boa
E que se pode ser feliz

Mas cada um é cada um
Não sou eu, momento algum
E é inútil tentar
Se esforçar em mudar
A fé alheia
Em algo que preencha esse vazio

Dediquei o ar da minha graça
Ao calor da flor que ultrapassa
Essa vida de papel

Todo humano é bicho quando caça
É lixo, luxo, nicho quando passa
De rascunho a bacharel

Mas cada um é cada um
Não sou eu, momento algum
E é inútil tentar
Se esforçar em mudar
A fé alheia
Em algo que preencha esse vazio

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