Não sou eu que escrevo os meus versos
Mas eles que se escrevem
Sou o escravo da poesia, das rimas
Dessas que a mim se atrevem
Mas eles que se imaginam
Sou o escravo da fantasia, das linhas
Dessas que a mim se aninham
Sou o receptáculo que conduz os genes
Sou o escravo da fantasia, das linhas
Dessas que a mim se aninham
Sou o receptáculo que conduz os genes
Sou a flor que carrega a semente
Tenho o fogo no meu coração
Mas eu, que não me assusto ou reclamo
Tenho o fogo no meu coração
Mas eu, que não me assusto ou reclamo
Sou deveras fagueiro e proclamo
Quão ditosa é essa escravidão

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