Ah, eternos dias
Em que o céu vestiu-se em cinza
De alegrias passou longe
No jardim há só desmandos, borboletas que se escondem
Em que eu guardo entre os dedos
Os vergalhos desse amor
Há um sabor de flor-veneno: de copo-de-leite, sim senhor
Pois que o nome é traição e eu me chamo esperança
Tudo bem, após a chuva
O cinza passa e vem bonança
Se uma flor se fez capim e a estrada, enfim, desastre
Não te culpo, ó, amor
Que, por certo, nem pousaste

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