domingo, 20 de outubro de 2019

Copo-de-Leite


Ah, eternos dias
Em que o céu vestiu-se em cinza
De alegrias passou longe
No jardim há só desmandos, borboletas que se escondem

Ah, eternos dias
Em que eu guardo entre os dedos
Os vergalhos desse amor
Há um sabor de flor-veneno: de copo-de-leite, sim senhor

Pois que o nome é traição e eu me chamo esperança
Tudo bem, após a chuva
O cinza passa e vem bonança

Se uma flor se fez capim e a estrada, enfim, desastre
Não te culpo, ó, amor
Que, por certo, nem pousaste

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