Eu não sou forte, eu não sou junco
Quando preciso e não estás junto
És minha sorte
Meu ouro e proteção
És, para mimVirtude e compreensão
E eu, que já fui lírio e jasmim, hoje sou erva daninha
Sou mato em meio ao jardim
Que, sem amor, eu já não sou nada
Sou tela vazia ansiando um pintor
E eu, que já fui lírio e jasmim, hoje sou erva daninha
Sou mato em meio ao jardim
Que, sem amor, eu já não sou nada
Sou tela vazia ansiando um pintor
Algum pincel
Que me traga logo
Alguma tinta
Alguma tinta
Alguma tez, alguma cor
Pois eu, que já fui lírio e jasmim, hoje sou erva daninha
Sou mato em meio ao jardim
Mas vida, vida!
Pois eu, que já fui lírio e jasmim, hoje sou erva daninha
Sou mato em meio ao jardim
Mas vida, vida!
O que te faz tão sentida?
Tu és, do amor, a existência
Quiçá sejais uma partida
Tu és a sorte frágil dos favores, tu és mais bela que todas as cores
Tu és a fêmea de variadas dores, mais bela que a mais bela entre as flores
Vê se, ao menos, antes de partir
Tu me envias alguma outra semente
Pra que eu volte, quanto antes, a sorrir
Quiçá sejais uma partida
Tu és a sorte frágil dos favores, tu és mais bela que todas as cores
Tu és a fêmea de variadas dores, mais bela que a mais bela entre as flores
Vê se, ao menos, antes de partir
Tu me envias alguma outra semente
Pra que eu volte, quanto antes, a sorrir
E que me seja, enfim, eternamente

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