As ruas vão passando, cinzas, e eu vou jogando os pés
Um clarinete vai soprando os mais tristes decibéis
Com as mãos no bolso, frias, eu me vou com meu viés
Um trompete vai pintando os mais foscos painéis
Qual tristeza acesa em mim que me vem alegre assim
Em que eu canto um choro, enfim
Vêm as notas arredias de um saudoso querubim
Um clarinete vai soando os mais ralos tons pastéis
Com as mãos no bolso, lisas, eu me vou sem os anéis
Um trompete vai chorando os mais lívidos lauréis
Qual tristeza acesa em mim que me vem alegre assim
Em que eu canto um choro, enfim
Vêm as notas arredias de um saudoso querubim

Nenhum comentário:
Postar um comentário