sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Presidiário


Queria a mais escrever, mas eis que a lida é completa
Querer é tão só meu querer e o amor ao querer não se presta
Antes, atesta o contrário: que por amor a uma flor
Sem renúncia e sem pudor, o meu poema é presidiário

Que eu te amo, e agora, que há de se fazer
Se coisa mais feliz, pra mim, é te ver?

Queria em teu zelo viver, mas eis que a vida é funesta
Querer é tão só meu querer e a sorte ao querer não se presta
Antes, atesta o contrário: que por amor a uma flor
Sem martírio e com penhor, o meu esmero é presidiário

Que eu te amo, e agora, que há de se fazer
Se coisa mais feliz, pra mim, é te ver?

Queria, eu queria poder, mas eis que a sina é concreta
Querer é tão só meu querer e a musa ao querer não se presta
Antes, atesta o contrário: que por amor a uma flor
Sem calvário e sem pavor, o meu emprego é presidiário

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