Solitária é a rosa
Que se perde por qualquer sabor
Quão pobre rosa
O desvario outra vez a desfolhou
Pois que ousou em mão estranha
Ficou só o dissabor
E, ao néscio amor, a mão tacanha
É a rosa solitária
Que se mata por se amar alguém
Quão pobre pária
A tolice outra vez lhe fez desdém
Cortou as suas pétalas
Pois que andou em solo estranho
Pois que andou em solo estranho
Ficou só o dissabor
E, ao néscio amor, o vão tacanho

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