quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Tulipa


Meus olhos quase enfartam e pecam
Quando olham os teus
Que me negam a luz

Quão deliciosa cruz carregar-te
Mesmo sabendo-te
Conto de fadas

Trago-te em mim como a um verso querido
Que guardo pra sempre escondido
Por conservá-lo o sabor

Não há em meu ser querência ou espera
Somente a doce quimera
A que me subjuga, inconsequente, o amor

Não sou, diante de ti
O ébrio em frente à tulipa
A evitar o primeiro gole

Em verdade, já te bebi inteira
Que, de flores assim, zombeteiras
Ébrio nenhum se tolhe

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