Meus olhos quase enfartam e pecam
Quando olham os teus
Que me negam a luz
Mesmo sabendo-te
Conto de fadas
Trago-te em mim como a um verso querido
Que guardo pra sempre escondido
Por conservá-lo o sabor
Não há em meu ser querência ou espera
Somente a doce quimera
A que me subjuga, inconsequente, o amor
Não sou, diante de ti
O ébrio em frente à tulipa
A evitar o primeiro gole
Em verdade, já te bebi inteira
Que, de flores assim, zombeteiras
Ébrio nenhum se tolhe

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