Queria não escrever à tinta
Impedir que a cópia minta desejos que não os meus
Ter em meus braços uma vez a criação
Que ela fosse a minha filha e não minha paixão
O sonho que tenho, a mesma canção
Impedir que a cópia minta os versos que aqui repito
Como tantos já mentiram, eu ainda minto
Não sou em nada novo ou mesmo serei um mito
O sonho que tenho, a trova que imito
Queria não escrever à tinta
Impedir que a cópia minta o que todo mundo mente
Queria que em mim tudo fosse desigual
Queria não escrever à tinta
Impedir que a cópia minta o que todo mundo mente
Queria que em mim tudo fosse desigual
Feito os brancos lírios que florescem no quintal

Nenhum comentário:
Postar um comentário