terça-feira, 5 de novembro de 2019

Ausência da Flor


Eu não escrevo
O que não conheço
O que não conheço se escreve

Se escrevo
O que não conheço
O que não sei a mim não serve

E, por assim não me servir, minha tinta o desconhece
Como a flor que foi banida ou a pétala que entristece

E não me atrevo
Ao que não me pertence
O que não me pertence é que se atreve

Se me atrevo
Ao que não me pertence
O que não me pertence a mim não serve

E, por assim não me servir, ao meu tom não se apetece
Como a flor que foi banida ou a pétala que entristece

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