Ah, Maquiavel, não sabes o que fizeste!
Quanta ideia a estes porcos tu deste!
Que nestes pálidos átrios de flores amarelas
Só flâmulas negras se veem às janelas
Quanta altura a estes pulhas tu deste!
Que nestes alvos azuis de branco desbotado
Só fome e impotência ao mais calejado
Pois é, Maquiavel, boca maldita!
Depuraste o que agora, aos ventos, se agita
Que o poder corrói o homem usual
Pois é, Maquiavel, o quão imoral!
Decantaste os atalhos mais sinuosos do mal
O podre poder, do homem a desdita

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