domingo, 17 de novembro de 2019

XX


    Abri os olhos e vi o óbvio: que as coisas não têm ânimo algum. Mas vi as coisas e vi o sonho por detrás daquele prédio bem em frente à minha janela. O vi nos lugares para onde não vou e nas coisas que não vejo. Porque o sonho é a saudade do pensamento. E vi os móveis ao lado, imóveis. Fui além da percepção como quem chora um amor que não existe.

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