domingo, 24 de novembro de 2019

XXXIII


    Sinto os meus dentes. Não são mais os mesmos. E os meus braços. Não são mais os mesmos. E o meu rosto não é mais o mesmo. Mas eu sou igual, sempre mutante. Eu mudo de forma diferente de que meus dentes, meus braços e meu rosto. Enquanto estes envelhecem, eu me renovo e aprendo e me abstenho e amo. De onde concluo que eu existo além do meu corpo.

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