terça-feira, 26 de novembro de 2019

XXXVIII


    Eu vejo o deserto em volta. Eu vejo o incerto, o desamor por perto. Mas só me cerca o concreto. Não existe, o deserto? Eu vejo a seca no solo quieto. Eu vejo o incerto, as rachaduras no peito aberto. Mas só me cerca o concreto. Não existe, o deserto? Decerto existe pra quem não ama. Decerto existe pra quem não vê. Deserto é como um teu mar de lama que em ti persiste até sem se ver.

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