segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

A Morte No Fim do Poema


Eu sou a morte no fim do poema
Eu sinto o prólogo exato da próxima coisa nenhuma
O devir antológico do inexpressivo mínimo comum

Além do mais
Sou poema no talo da sorte
Eu sinto o sórdido estalo da próxima porra nenhuma
O devir etiológico do inconclusivo máximo nenhum

Eu sou a morte no fim do poema
Eu sinto o tétrico entrave da próxima causa nenhuma
O porvir fisiológico do improdutivo anímico comum

Além do mais
Sou poema no ralo da sorte
Eu sinto o trágico agravo da próxima merda nenhuma
O porvir psicológico do imperativo préstimo nenhum

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