sábado, 14 de dezembro de 2019

Ode do Fígado


O vômito hepático domina o meu dia
Sendo, eu, a própria ânsia gástrica do espasmo
Eu sou a morte por inanição
E a euforia do gozo
Que acaba em desabrigo

O hálito me vem como a fétida sangria
Sendo, eu, o próprio anseio tétrico do orgasmo
Eu sou o fígado em dissolução
E a baixaria do gole
Que endossa o desalinho

Eu sou a bomba que deságua mais que explode
Eu sou as tripas escarnadas de um bode

O vômito linfático reforça a minha azia
Sendo, eu, a própria angústia única do espasmo
Eu sou a morte por estimação
E a euforia do gole
Que acaba em desalinho

O hálito me vem como a gélida sangria
Sendo, eu, o próprio escárnio santo do orgasmo
Eu sou o fígado em dissecação
E a baixaria do gozo
Que endossa o desabrigo

Eu sou a bomba que deságua mais que explode
Eu sou as tripas escarnadas de um bode

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