sábado, 18 de janeiro de 2020

Velha Companheira


É a morte, a velha companheira
Que dita a sorte e a minha vida inteira
A velha dama, a bruxa interior; está na cama e no elevador
A minha foice de estimação; a morte mora no meu coração
É o meu caso de amor antigo; a minha estória de amor inimigo

E morte, morte
Você não é nada demais

É a minha namorada assassina
Às vezes sinistra, outras só uma menina
Está na estrada e no acelerador; às vezes sorrio, outras sinto terror
A minha madre santa de Calcutá; que beija de noite depois quer me pegar
É o meu caso de amor bandido; meu sol da manhã e o meu tempo perdido

E morte, morte
Você não é nada demais

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