Ai, ter visto a vida, passageira, e querer tudo e o infinito
Sim, ter aceitado a brincadeira
E ser enquanto e ser finito
Ai, ter lido toda a cabeceira e não ter sono e não ter grito
Sim, da minha fuga de primeira
Ter sido o tolo, sido o mito
Ai, de ter rolado a ribanceira, ter sido a queda, sido o rito
Sim, de ter cavado a noite inteira
Eu coube à cova, fica o dito

Nenhum comentário:
Postar um comentário