Os dias se repetem sem mudar o tom
E sempre anoitece
Eu não sei se isso é bom
Na televisão, é tudo muito igual
Mudo o canal
Procurando alguma direção
Debaixo do meu nariz
Um mundo cansado e sempre por um triz
Atrás de mim
Alguém que chega ao fim
Sem mesmo começar
E a minha mão não chega pra evitar
Os dias se repetem sem mudar o traço
Entrelaçados como braços
Eu não sei se há espaços
Na cidade, então, é tudo muito igual
Leio o jornal
Procurando alguma direção
Debaixo do meu nariz
Um mundo danado e sempre por um triz
Atrás de mim
Alguém soa um clarim
Sem nem saber tocar
E a minha mão não chega pra evitar

Nenhum comentário:
Postar um comentário