Há alguma coisa no ar: as nuvens pesadas, os olhos ardendo
Os ouvidos surdos de tanto escutar
Aquilo que nunca se deve dizer
Há alguma coisa no ar: as almas quebradas, as vozes gemendo
As bocas cansadas de tanto dizer
Aquilo que nunca ninguém quis escutar
Há alguma coisa no ar: certas coisas em certos momentos
A cabeça cheia de tanto aguentar
Aquilo que nunca ninguém quis resolver
Há alguma coisa no ar: caminhos incertos que não entendemos
As mãos cansadas de tanto manter
Aquilo que nunca ninguém quis segurar
Apagam-se as luzes, vêm as sensações
Meus olhos procuram na escuridão
Por novos amores e antigas paixões
Mas nada satisfaz o meu coração
Há alguma coisa no ar: os dias contados, as horas correndo
Os pés calejados de caminhar
Por onde nunca ninguém quis se atrever
Há alguma coisa no ar: os sonhos nublados, a fumaça descendo
Os olhos vendados de tanto ver
Aquilo que nunca ninguém quis enxergar
Há alguma coisa no ar: certas coisas em certos momentos
A mente cansada de imaginar
Aquilo que nunca ninguém quis conhecer
Há alguma coisa no ar: caminhos incertos que não entendemos
A testa suada de tanto correr
Pelo que nunca ninguém quis transpirar
Apagam-se as luzes, vêm as sensações
Meus olhos procuram na escuridão
Por novos amores e antigas paixões
Mas nada satisfaz o meu coração

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