Você é um jardim
O seu peito, a flor central
Olhando para mim, eu também me sinto igual
Morremos tão sozinhos, tudo isso é natural
Você é uma ponte
O seu peito, o vão central
Olhando para mim, eu também me perco igual
Vivemos tão sozinhos, tudo isso tão banal
E o que insiste por trás dessas dores
O que existe em nós, afinal
São afetos e os nossos sabores, os amores e as flores e o sal
E o que insiste por trás dessas cores
O que existe em nós, afinal
São dejetos e os nossos fedores, os suores e a sorte e o final

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