Não posso olhar-te... todavia, eu quero ver-te
Arde em mim esse querer-te
Mesmo sem querer
E, por assim querer tal coisa proibida
Sou defunto nessa vida, sou cravo sem ter cor
A impertinência da ferida
O infortúnio do amor
Mas, ah, quem dera que toda a sina fosse essa
Dolorida e, assim, sem pressa
Só por querer bem
O mundo, enfim, seria até mais bonito
Um imenso jardim com seu tom mais bendito
Em que os tiros e as pedras
Não matariam ninguém

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