Sou nu e acorrentado, flor de lis entre os dedos
O traje a mim encorpado
Não é a minha cara nem o meu desejo
Arrasto correntes pelo ato perfeito
Indigesto
Sou boca e me manifesto
Sou louco e, por isso, temporal
Sou índio em terra brasilis
Convertido ao capital
O giz a mim encorpado
Não é a minha cara nem o meu arpejo
Sou artista e poeta
Arrasto correntes pelo ato bem feito
E protesto
Sou pouco e assim contesto
Sou sensato e, por isso, autoral
Sou índio em terra brasilis
Convertido ao capital

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