Canta em mim, da mudez, a tristeza ruidosa
Com que doo meus olhos
A quem não me olha
E o galante desgosto aos poucos desfolha
Com gosto este louco
Diante da rosa
E tece um frágil cristal
De aparência valiosa
Mas o flóreo sorriso longínquo me goza
E fico tão triste
Quanto a queda da folha
Abre pra mim
Doce flor dos poemas
A fronte singela, a tua excelsa aquarela
E rouba do lírio a sua cor amarela
Oxalá, afinal
Que eu tenha a mais bela
Flor dos canteiros, minha rosa suprema
Dona das chaves das minhas algemas

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