segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Flores de Platão


Sei que escarneias de mim e zombas por trás
Bebendo o meu sangue
Em cada noite mal dormida

Mas a tua maldade é santa e eu quero mais
Sem ti não há valência
Nem suspiro, nem há vida

Olho para o outro, mas é a ti que quero ver
Quimera de tolo
Caro consolo a me submeter

E o outro que é o outro, tão só e mais nada
Também almeja, é flor apaixonada
Mas não por mim e, sim, por você

Por tua causa, eu acarinho o meu coração
E tenho dó do coração do outro

Lado a lado, alheios ao teu malogro
Vamos amando a
 mesma coisa impossível

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