Sei que escarneias de mim e zombas por trás
Bebendo o meu sangue
Em cada noite mal dormida
Sem ti não há valência
Nem suspiro, nem há vida
Olho para o outro, mas é a ti que quero ver
Quimera de tolo
Caro consolo a me submeter
E o outro que é o outro, tão só e mais nada
Também almeja, é flor apaixonada
Mas não por mim e, sim, por você
Por tua causa, eu acarinho o meu coração
E tenho dó do coração do outro
Lado a lado, alheios ao teu malogro
Vamos amando a mesma coisa impossível

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