Florbela, que o meu sentido espanca
E inebria e desbanca por tão plenas núpcias
Entre alma e poema
Por gozar os teus morfemas?
Florbela, quão árdua a tua sina
E teu sonho de menina em tão vil batina
De chumbo e de mulher
Que homem te empobrece que, nos versos, enriquece
O que não se sonha ou quer?

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