És rosa azul, és fabricada
Trazes contigo
Amor-perfeito enredada
Por entre os teus genes, no meio do seio
Onde deito o cansaço no qual sou alheio
És rosa azul, és encubada
Trazes contigo
Uma cor doce agregada
Por entre as tuas pernas, a flor que embriaga
Onde deito o meu gozo e entrego a adaga
Conta, em verdade
Os dons de tuas vestes
Diz, a tua sanha, a que nos remete
Se ao amor-perfeito das tuas entranhas
Ou à rosa azul, humana façanha
Conta, em verdade
O trem que te assanha
Se és mais pureza ou és artimanha
Se o amor-perfeito que tu me prometes
É mesmo perfeito ou é gelo e derrete

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