Ai, Amor, sei bem que viste
Dos olhos meus a pálida figura
A rondar ansiosa a doce sepultura
Que fascina as almas desditosas, tristes
Ai, Amor, qual é a tua veste
Se vês infante a minha desgraça
Só brincando com alguém que passa
Pra sempre evitando o que tu prometes?
Conta, enfim, se agora é diferente
E os olhos ternos, meigos, amendoados
Se é por mim que estão contentes
Mente, se for, e alivia o meu fado
Deixa eu pensar que é mesmo presente
A felicidade que tens me negado

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