segunda-feira, 10 de junho de 2024

Ai, Amor


Ai, Amor, sei bem que viste
Dos olhos meus a pálida figura
A rondar ansiosa a doce sepultura
Que fascina as almas desditosas, tristes

Ai, Amor, qual é a tua veste
Se vês infante a minha desgraça
Só brincando com alguém que passa
Pra sempre evitando o que tu prometes

Conta, enfim, se ora é diferente
E os olhos ternos, amendoados
Se é por mim que brilham contentes

Mente, se for, e alivia o meu fado
Deixa eu pensar que é mesmo presente
A felicidade que tens me negado

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