Saibas de tudo o que aqui se passa
No ermo vale do meu coração
Que só sombra tua é o que a mim trespassa
Enfermo deixando-me e na solidão
O rito solene, a granada de mão
Que só mágoa nua é o que em mim rechaça
Enfermo deixando-me e na pretidão
Larga de mim, ó, nada sem jeito
Que me fere a alcova, a paz, o respeito
Cantando a extensão do teu farto estrago
Deixa-me, enfim, ó, nada perfeito
Que me fere a alma e a face e o direito
De ter a medida de ser teu escravo

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