domingo, 9 de junho de 2024

Soneto da Alma


Saio de mim, poeta, saio assim
Pra encarar minha alma impotente e sã
Saio de mim, poeta, saio enfim
Pra salvar minha vida incoerente e vã

Saio de mim, poeta, saio assim
Pra vigiar minha casa generosa e polida
Saio de mim, poeta, saio enfim
Pra curar esta morte a qual dou a vida

Que se vivo uns dias de ledos sorrisos
São ledos nem tanto, são mais improvisos
Frente ao descaso do mundo ao sorrir

Que se sorrio nas vezes em que morro
É um riso nem tanto, é quanto um socorro
Pra alma indigente que eu tento nutrir

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