Saio de mim, poeta, saio assim
Pra encarar minha alma impotente e sã
Saio de mim, poeta, saio enfim
Pra salvar minha vida incoerente e vã
Pra vigiar minha casa generosa e polida
Saio de mim, poeta, saio enfim
Pra curar esta morte a que deixo minha vida
Que se vivo meus dias de doces sorrisos
São doces nem tanto, são mais improvisos
Frente ao descaso do mundo ao sorrir
Que se trago o riso na vez em que morro
É um riso nem tanto, é quanto um socorro
Pra alma indigente que eu tento nutrir

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