sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Incômodo


Eu vivo
A entregar o que sinto
Incomodando o ouvido e o espelho
 
Como quando
Eu puxo o pentelho
Jurando a mim que eu não minto

São as horas de morte em vida, são as vidas que levo a morrer
São os versos que mato na lida, são as rimas que vivo a perder

Eu vivo
A atrapalhar o que canto
Atormentando o outro e o cachorro
 
Como quando
Eu agatanho o joelho
Jurando a mim que eu não morro

São as horas de morte em vida, são as vidas que levo a morrer
São os versos que mato na lida, são as rimas que vivo a perder

Nenhum comentário: