Se eu fico sem inspiração, eu paro e faço canção
Eu faço rimas sobre tolices, porque é o que cabe na mão
Eu sou a ausência de cor no canto da casa escura
Eu fico sem gosto e sem dor nos turnos febris de loucura
Eu sou a negação do poema designada ao literato
Sou a míngua em meio da cena e a pele do verso forçado
Se eu fico sem imaginação, eu viro e faço canção
Eu faço odes sobre sandices por ser o que me atrai, então
Eu sou a ausência de flor no fundo da casa escura
Eu fico sem rosto e sem dor nos anos gentis de amargura
Eu sou a negação do poema designada ao literato
Sou a míngua em meio da cena e a pele do verso forçado

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