São tantos olhos esses olhos teus
São tantas bocas essa boca tua
Que do infinito eu sou plebeu
Sonhador de ver-te nua
São tantas peles essa pele tua
Que do infinito eu sou plebeu
Sonhador de ver-te lua
Delirante, tu me vens surgindo
Em carruagem reluzente, prateada
Em teu amparo, uma estrela
A mim, enfim, eu vou fingindo
Que, da janela antiga, empoeirada
Em teu aceno, eu posso tê-la

Nenhum comentário:
Postar um comentário